Riscos de Contágio em áreas de Saúde, Desportivas e Escolares

Perigo-de-contagio

O reconhecimento dos riscos ambientais é uma etapa fundamental no processo de base para decisões quanto às ações de prevenção, eliminação e controlo desses riscos. O reconhecimento de riscos significa identificar no local de trabalho fatores ou situações com risco potencial de dano para a saúde do trabalhador. Para a obtenção de um conhecimento bem fundamentado dos potenciais riscos que ocorrem em diferentes situações de trabalho é necessária observação criteriosa in loco das condições de exposição.

Toda e qualquer actividade de atendimento hospitalar, em clínicas, laboratórios, radiologia, de diagnóstico, creches ou lares de 3ª idade, desportivas, entre outras, representa um factor elevado de risco de contaminação biológica por exposição, decorrendo da presença de agentes biológicos quer na atmosfera quer nas superfícies de equipamentos, pavimentos, paredes e utensílios.

Podem ser consideradas duas categorias de exposição:

1- Com intenção deliberada, isto é, derivada da actividade laboral que derive da utilização ou manipulação do agente biológico que constitui objecto principal do trabalho. São exemplos: pesquisa que envolva a manipulação directa de agentes biológicos, actividades laboratoriais de diagnóstico microbiótico e actividades relacionadas com a biotecnologia (desenvolvimento de antibióticos, vacinas, etc);

2- Não deliberada, isto é, que decorre da actividade laboral sem que esta implique a manipulação directa deliberada do agente biológico enquanto objecto principal do trabalho. São exemplos: atendimento em unidades de saúde e clínicas, consultórios médicos e odontológicos, limpeza e lavandaria em serviços de saúde.

Mas o que são agentes biológicos, como nos podem contaminar e quais as consequências?

Clostridium tetaniAgentes biológicos podem ser de natureza diversa, desde microorganismos como bactérias, vírus, fungos, protozoários (parasitas), vermes e artrópodes (pulgas e piolhos), a toxinas segregadas ou libertadas por alguns microorganismos - como exemplo temos a exotoxina libertada pelo Clostrídium tetani, responsável pelo tétano - e priões, estruturas proteicas alteradas relacionadas como agentes etiológicos das diversas formas de encefalite espongiforme como a conhecida doença "das vacas loucas".

virus-da-sidaA caraterística comum a todos estes agentes biológicos é o de terem a capacidade de provocar dano a organismos vivos uma vez em contacto com estes. A transmissão de agentes biológicos pode ser de ordem diversa, desde a troca de flúidos, a respiração de ar contaminado, o contágio intravenoso, por contacto ou ingestão em águas ou comidas contaminadas. Todos recordamos os cuidados excessivos com a troca de cumprimentos, o uso de máscaras em ambientes fechados, a distribuição de solutos esterilizantes motivados pelo surto do vírus H1N1, e o medo, gerado pela ignorância, de contágio do vírus do síndroma da imunodeficiencia adquirida (SIDA).

h1n1-droid-flu1Hoje tudo isso parece de alguma forma distante embora os riscos de contágio sejam exactamente os mesmos, só não são evidenciados nos media. Os vírus têm a particularidade de se adaptarem às mudanças do meio ou meios onde se propagam tornando-se resistentes aos princípios activos a que as estirpes anteriores eram sensíveis. Por esse motivo o H1N1 já não é um perigo (será que alguma vez foi?) para a saúde pública, não representando risco de pandemia como se chegou a temer. Porém, outras novas estirpes estarão ativas no Inverno de 2011.

Tudo isto para dizer que, não obstante as notícias já não nos bombardearem diariamente com a notícia de mortes originadas pela contaminação com este ou aquele agente biológico, não devemos baixar as defesas. Embora nas grandes superfícies comerciais já não sejam visíveis os dispensadores de desinfectantes cutâneos, não significa que possamos relaxar. Isso só acontece porque existe uma pressão maior para a redução de custos agora que não foram emanados alarmes pela OMS ou pelo Ministério da Saúde. No entanto, o risco de contágio é uma constante e uma pandemia surge de um dia para o outro. Normalmente, quando o primeiro caso é noticiado já a disseminação vai em estado avançado. A prevenção é a melhor ação.

Ora, as áreas de saúde, escolas, recintos desportivos e lares de 3ªidade são locais privilegiados para a partilha de microorganismos aerotransportados ou por contacto. As portas têm massanetas, as cadeiras são partilhadas por centenas de pessoas ao longo do dia, os guichets, o chão onde os miúdos brincam por vezes, as marquezas, os equipamentos, roupas de cama, enfim, uma miríade de coisas que podem ser potenciais focos de contágio.

O que nos leva ao cerne deste artigo: as limpezas e desinfecção dos espaços de saúde ou outros, sejam eles de atendimento geral ou de utilização exclusiva por profissionais, como laboratórios, por exemplo. Sendo certo que a contenção de custos é uma necessidade premente no quotidiano de pessoas singulares, de organismos e empresas, o elevado risco de saúde que existe em permanência em clínicas, hospitais e centros de saúde, lares e creches ou laboratórios não deve ser negligenciado de forma alguma. A tendência é, em épocas em que o risco é avaliado como baixo, de economizar na limpeza não proporcinando ambientes devidamente inócuos a pacientes, utentes e profissionais. Para nós este é um erro que pode ser fatal quando menos esperamos.

A limpeza destes espaços deve revestir-se de cuidados específicos, aplicando em locais onde se avalie um potencial risco maior de contágio, processos e frequências de limpeza adequados. A utilização de solutos neutralizadores de vírus, batericidas e fungicidas deve ser uma constante. Não esquecer que, no que concerne a fungos e batérias, quanto mais húmidos forem os ambientes maior o risco de proliferação de colónias. 

Normalmente cabe a profissionais de saúde a esterilização de utensílios e equipamentos. Porém, macas, mesas, cadeiras, secretárias, pavimentos e paredes, roupas de cama, bem como WC's são atribuídos a profissionais de limpeza. Estes devem oferecer um serviço sério, rigoroso e sistemático, respeitando determinados procedimentos que devem ser negociados e ficar estabelecidos no momento da adjudicação dos serviços de limpeza. A RL SGL oferece neste campo um serviço exemplar, equilibrado, estudado ao detalhe para cada realidade, facultando os meios de controlo necessários e dando a formação necessária aos seus profissionais para que executem um trabalho com profissionalismo e assiduidade. É preciso estar consciente que desta actividade a que normalmente não se dá grande importância pode resultar uma grande economia em custos humanos.

A higiene é, mais que nunca, um elemento fundamental no nosso ambiente. Nós fazêmo-lo por si.

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