Higienização e Conservação em Edifícios Urbanos

atnightPonderei se havia de escrever um artigo subordinado a este tema. O nome do artigo está escrito de forma mais ou menos pomposa para soar melhor. Ninguém perderia o seu tempo a ler algo subordinado ao tema "limpezas em condomínios" ou "limpezas de escadas", não será?

Bom, estas são as designações vulgares pelas quais esta actividade é reconhecida, porém não lhe faz justiça. Em primeiro lugar porque nem todos os prédios urbanos são condomínios pois nem todos constituem propriedade horizontal e as limpezas não se limitam a escadas, longe disso; em segundo lugar porque o termo limpezas tem uma conotação menos feliz que nos faz vir à mente que esta é uma actividade que qualquer iliterato faz. Uma vassoura e uma esfregona. Nada mais errado.

É uma reconhecida questão socio-cultural pois até há bem pouco tempo era a senhora de condição modesta, sem formação escolar ou parca cultura que, para auxiliar os escassos rendimentos lá de casa, se punha a lavar escadas anos a fio; ou a porteira ou porteiro que, além da limpeza, ainda tratavam da mudança de lâmpadas e controlavam as entradas e saídas do edifício. Essa imagem, embora contemporânea, começa a tornar-se obsoleta e descontextualizada.

E porquê? Nas últimas décadas, com o aperfeiçoamento da tecnologia e da indústria química, impulsionado pelo surgimento de novos materiais e novos acabamentos em materiais de construção de revestimento naturais, como a pedra (natural), e artificiais, como o linólio e, mais recentemente o vinyl, surgiram no mercado uma ampla variedade de solutos de aplicação profissional para limpeza, higienização e tratamento que vieram revolucionar esta actividade, especializando-a. Isso, só por si, veio tornar obsoletas as "senhoras da limpeza".

O vasto leque de materiais de revestimento utilizados, as formas arquitectónicas modernas ampliadas na vertical e na horizontal tornaram a actividade de limpeza bem mais exigente sob os prismas técnico e tecnológico. Hoje, a "senhora das limpezas" continua a utilizar os solutos de origem duvidosa que compra no supermercado ou no bazar por tuta e meia e a utilizar lexívia quando pretende desencardir ou desinfetar. Estes são precisamente os procedimentos que devem ser abandonados.

É sabido que os solutos de limpeza disponíveis para o público em geral não têm grande poder de limpeza porque não são produzidos para verdadeiramente limpar mas para cheirar bem. A verdade é que é isso que as pessoas querem e gostam: entrar no prédio e cheirar bem pois a associação mental que fazem é que se cheira bem está limpo, portanto cheira a limpo. Muitas vezes pavimentos e paredes apresentam um estado de encardimento avançado, os cantos estão pretos, frizos e aduelas estão pejados de pó mas cheira bem e, acima de tudo, é barato.

atnight2Por outro lado, existem solutos de limpeza profunda no mercado para utilização por não-profissionais, tipo limpa-juntas, ácido clorídrico, entre outros para não citar marcas - fica mal. A rotulagem é, em geral, insuficiente, mais vocacionada para evitar danos ao utilizador que aos materiais onde vai ser aplicado e, apesar disso, a tendência é para não se respeitar as instruções de utilização. O resultado são danos próprios e danos nos materiais. É preciso saber quando e onde se aplicam ácidos e quais os mais adequados e de que forma utilizar. Em estado puro ou diluído? E qual a diluição? É necessário enxaguar? É necessário aplicar um soluto de tratamento ou protecção? O material suporta o contacto com ácidos ou alcális? 

A experiência tem-nos demonstrado que se fazem muitas asneiras e se provocam danos por pura ignorância. Ninguém nasce ensinado, é certo. Por isso é necessário "aprender" a limpar. Não é uma actividade para qualquer um, como está estigmatizado. Muito pelo contrário, a maioria das pessoas não tem vocação para as fazer. E não me refiro apenas às que as fazem. 

Um exemplo de práticas que se utilizam, inclusivamente entre profissionais de limpeza mal informados, é o seguinte: o hipoclorito de sódio é um excelente desinfectante e agente branqueador, o amónio quaternário é um excelente desengordurante e germicida. Seria de imaginar que uma solução aquosa com a mistura dos dois compostos fosse uma solução bombástica. Na verdade as reações químicas resultantes da mistura destes compostos em meio aquoso libertam gases altamente tóxicos. O hipoclorito de sódio decompõe-se na água e forma ácido clorídrico que reage com a amónia libertando fumos de cloramina. Estes gases provocam lesões graves nas vias respiratórias e levam à morte em situações extremas. E esta é apenas uma das potenciais reações que podem ocorrer dependendo das concentrações e proporções dos dois compostos. Embora nas soluções aquosas para limpeza as concentrações destes dois compostos sejam diluídas, existe ainda assim um grave risco de danos. É preciso compreender que os profissionais de limpeza estão sujeitos à inalação de gases ao longo de 8 horas por dia e, por vezes, mais.  

Agora que já tirei isto da minha consciência debrucemo-nos sobre a higienização propriamente dita.

Subliminarmente, a generalidade das pessoas considera que a sua casa termina na porta de entrada dosaco-de-lixo-a-porta2 seu apartamento ou moradia. Isso leva, inconscientemente, a comportamentos pouco cuidados com o meio ambiente. Por exemplo, quando se coloca o saco de lixo orgânico do lado de fora da porta de casa em espera para mais tarde se levar para o contentor na rua. Muitas pessoas utilizam sacos de supermercado para colocar o lixo orgânico. Poupam assim uns tostões e atnight3até pensam estar a fazer algo benéfico para o meio ambiente que é Reutilizar o saco de plástico. Estes sacos são de produção barata e destinam-se apenas a transportar os bens adquiridos no supermercado para casa. Não são produzidos com o intuito da reutilização nem para terem propriedades de retenção de líquidos.

Os resíduos orgânicos em estado de decomposição começam a libertar líquido. Os líquidos libertados de origem animal ou vegetal são ácidos. Quando se coloca o saco à porta de casa os líquidos vão-se acumular no fundo do saco por ação da gravidade e passar pelos poros das "costuras" dos sacos, que a maior parte das vezes apresentam buracos de dimensão mensurável, e verter para o pavimento. Esta atitude, além de provocar maus cheiros nas partes comuns de edifícios habitacionais vai provocar danos nos materiais de revestimento do pavimento. A pedra natural veio substituir progressivamente os revestimentos em madeira e é frequentemente preferida aos ladrilhos cerâmicos. Na maioria dos casos são seleccionadas pedras sedimentares por serem mais abundantes na natureza e mais acessíveis financeiramente. Estas pedras são naturalmente porosas e tudo o que se derrame sobre elas vai infiltrar-se e provocar danos muitas vezes irreversíveis se os derrames não forem limpos de imediato. A limpeza regular não remove estas manchas mas quem "paga as favas" é o pessoal das limpezas que não faz o seu trabalho. Por muito bons que sejam os solutos de limpeza as infiltrações e incrustações não saiem com limpezas regulares. Isto é ponto assente e alguém me corrija se estou errado! O que frequentemente se faz é derramar lexívia sobre os focos de infiltrações e incrustações, deixar actuar e, depois secar. Muitas vezes nem se tem a preocupação de enxaguar. O enxague é fundamental para que os danos causados pelo hipoclorito de sódio que reaje em contacto com a pedra e os detritos derramados produzindo ácido clorídrico, como já vimos, sejam mínimos. 

Os efeitos são a deterioração superficial da pedra, embassamento e amarelecimento. As contaminações incrustadas não são removidas (só existem dois processos de as eliminar: abrasão mecânica e química) mas branqueadas, voltando a escurecer em pouco tempo. As infiltrações também não são removidas. O resultado é a criação de mais um problema sobre o que já havia. Os pavimentos cerâmicos, mais resistentes a ácidos, têm maior capacidade de resistir a estas agressões mas, com o tempo, acabam por embaçar e sofrer desgaste por ataque químico. E não esquecer as juntas, extremamente porosas e sensíveis a ataques químicos.

Que fazer, então? Bom, a primeira coisa, e sempre a melhor, é a prevenção. Ter a preocupação de proteger o pavimento de agentes agressores antes que estes entrem em contacto com a pedra. Esse atnight4ponto está explicado no artigo "Ciclo de Manutenção da Pedra" pelo que não o irei explicar aqui. Implica, também, mudança de comportamento das pessoas que devem evitar os sacos de compras para depositar o lixo pois, mesmo que não sejam colocados à porta de casa, irão a verter e a pingar pelo chão até ao contentor. Em caso de derrames limpar de imediato com algo absorvente e lavar de seguida com detergente neutro. Nada de lexívias e ácidos. A amónia ainda é admissível pois não é tão agressiva e cumprirá na remoção de gorduras. Nunca esperar pelo pessoal de limpeza. Esse fará a limpeza fina, removendo as manchas superficiais residuais. Quando nada disto é possível há que perceber que a limpeza não faz milagres e que os maus métodos de limpeza ainda pioram a situação conforme já ficou claro. É preciso aplicar processos de tratamento específicos com solutos e equipamentos/utensílios adequados que sómente os profissionais dominam e, mesmo assim, nem todos. Finalmente, quando se contrata o serviço de limpeza acordar desde logo numa tipologia de serviço que inclua estas intervenções ou, em alternativa, solicitá-las extra-contratualmente quando for necessário.´

Como podemos ajudar?

A seleção dos serviços de limpeza a adotar passa pela avaliação de dois fatores preponderantes: o preço e o grau de exigência. Se o primeiro fator é bastante óbvio, já o segundo não é tão linear como isso. Atualmente existem 7 mil milhões de seres humanos à face do planeta. Poder-se-ía dizer que existe a mesma quantidade de conceitos de limpeza. Mesmo que se assuma que cerca de metade da população mundial é composta por crianças que não têm noção do que é limpeza, a soma de mentes e conceitos distintos é, ainda assim, um valor astronómico.

No entanto, o ser humano enquanto ser social tende a integrar-se em grupos mediante as várias realidades e aspectos das suas vidas. A necessidade de integração leva ao desenvolvimento de sentimentos, ideais e comportamentos comuns. O que nos leva à conclusão de que todo e qualquer condomínio é composto por indivíduos e grupos de indivíduos (famílias) que partilham algo em comum com base na propriedade que partilham: as partes comuns do edifício urbano.

A experiência diz-nos que cada condomínio é um universo distinto. Esta é uma realidade que está patente mesmo em condomínios fechados. Apesar do estrato social ser delimitado a um leque restrito em ambientes habitacionais como este, cada bloco tende a assumir comportamentos comuns distintos. A tendência, se de 10 edifícios se trate, será os comportamentos serem o mais afastados do primeiro conforme a distância relativamente a este aumentar. Não sendo linear, a curva de distribuição tenderá a refletir este fato. Ainda assim, dentro de cada bloco podem observar-se comportamentos individuais fora da média aceite em cada um. 

atnight5Esta necessidade de estabelecer comportamentos comuns, aceites pela generalidade, leva à elaboração, à semelhança da macro-sociedade, de normas de comportamento sob a forma de Estatutos. A primeira coisa a fazer sempre que é constituído um condomínio, é estabelecer este conjunto de normas e regras que estabelecem comportamentos aceites e inadequados. 

Esses comportamentos reflectir-se-ão nomeadamente no estado de higienização e conservação das infraestruturas do edifício. Existem, portanto, diversos conceitos e necessidades comuns de higienização em número bastante elevado.

O que podemos fazer?

A RL SGL sentiu a necessidade de responder a esse amplo leque de necessidades e valores no que concerne a limpeza e higienização e criou um sistema de serviço flexível, capaz de responder e corresponder a qualquer que seja o grau de exigência ou fator preferido dos dois que abordei anteriormente. 

Apresentamos dois serviços-padrão que podem ser desmultiplicados a gosto mediante solicitação de cada condomínio ou cliente:

Serviço VIP: este é o tipo de serviço que previligiamos e aconselhamos em regra aos nossos potenciais clientes. O nosso objetivo é sempre a manutenção de elevados níveis de satisfação e preservação de clientes. Com este serviço garantimos o melhor grau de preservação dos materiais de revestimento de pavimentos, paredes, painéis, portas, cabines de elevador, etc. O que inclui:

     . solutos de qualidade superior (solutos de limpeza especializados c/aplicação de tratamento/conservação);

     . eliminação de incrustações e encardimentos;

     . intervenções mecanizadas pontuais;

     . limpeza de interior de armários de contadores;

     . tratamento de madeiras em painéis e portas comuns;

     . tratamento de painéis e espelhos em inox;

atnight6     . remoção periódica de poeiras acumuladas nas paredes;

     . limpeza periódica de fachada até 3 metros de altura;

     . pequenos serviços extraordinários (sem deslocação);

Serviço ECONO: Este tipo de serviço mantém um elevado nível de desempenho embora não garanta a conservação dos materiais. Mantém uma higienização impecável. No entanto, conforme ficou claro, a limpeza por si só não neutraliza os efeitos da utilização dos materiais, especialmente os que se encontram sob os nossos pés. Se os comportamentos em geral são aceitáveis, se existe uma real preocupação de manter os custos de condomínio a valores baixos, esta é a solução ideal. Qualquer intervenção extraordinária pode ser orçamentada individualmente e executada mediante solicitação.

Existe uma quantidade de situações que se podem enquadrar entre uma e outra opção. Para isso a RL SGL desenvolveu um sistema de adaptar/personalizar os serviços a prestar às necessidades de cada cliente. Assim, qualquer serviço adicional identificado no serviço VIP pode ser incluído no serviço ECONO. O resultado será um serviço personalizado. Por exemplo, embora exista uma necessidade premente de economizar o cliente pode pretender um tratamento mais profundo do pavimento e optar por solutos de qualidade superior; ou as cabinas dos elevadores revestidas integralmente em inox e tornar-se necessário mantê-las com um aspecto brilhante e bonito.

Independentemente destes serviços, outros estão disponíveis para negociação e inclusão na proposta.

Por exemplo:

     . mudança de lâmpadas fundidas;

     . limpeza de algerozes;

     . lavagem mecânizada periódica de capachos;

     . lavagem e desinfecção de contentores;

     . desinfecção regular ou periódica de pavimento em áreas comuns (por exemplo, quando existem animais de estimação que circulam nas partes comuns);

     . manutenção de piscinas;

     . serviços de piquete;

     . etc.

O vasto leque de possibilidades que oferecemos fazem com que constituamos o melhor parceiro na área de limpezas. Não garantimos o preço mais baixo mas garantimos a melhor relação custo-benefício! Da porta de sua casa para fora deixe a limpeza e higienização por nossa conta.

 

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